Se os animais tivessem profissão, qual seria a profissão desse animal?

Em especial do dia 1° de maio, dia do trabalhador, essa foi a pergunta tema da aula. Se os animais tivessem profissão, qual seria a profissão desse animal?  As repostas desenhadas foram super legais, compartilho com vocês alguns dos trabalhos que meus alunos das duas ONGs realizaram!!! 

Pinguins seria sorveteiro, amei a ideia e o desenho que minha aula Thalita, 9 anos. Ela é minha aula na ONG instituto Politriz. 



O meu aluno Gabriel 10 anos, da ONG Portal dos sonhos, disse: "O gato seria modelo, modelo gato!" Ta ai o desenho dele, luzes e passarela!!! Curti demais!!!!




Camaleão seria um espião, do tipo agente 007, essa foi a resposta desenhada de um aluno meu, o nome do artista? Ele disse que pode deixar em secreto!!! 


"A foca seria um jogar de futebol dedicado e feliz, pois passou a vida a infância toda com a boa no nariz!" Esse foi o desenho que minha aula, Giovanna 11 anos da ONG Portal dos Sonhos.





Formiga seria engenheiro, o joão-de-barro pedreiro, o cachorro alguns seriam porteiro, aqueles que são bons no faro seria detetive, ou simplesmente um vendedor de cachorro quente. Essa foi a resposta desenhada pela minha aula. 

Os pássaros seriam cantores, elefante trabalharia no corpo de bombeiro, outros elefantes seriam excelentes otorrinolaringologista! Canguru seria babá, vaga-lume seria eletricista,  pombo seria carteiro. Castor seria serralheiro.  Tubarão martelo seria marceneiro. 

Onça pintada seria pintor, claro! Esse foi o desenho do meu aluno Davi. 

Baleira seria marinheiro





Coruja seria professor

O Macaco seria professor de  circo 


Leão seria lutar de UFC, ou quem sabe presidente  





Coelha seria nutricionista 

Aranha seria sapateira


Meu aluno, disse que a profissão cobra seria salva-vida!
 Pergunte por que? 
Ele me disse: Porque ela gosta de dar o bote.
Esta ai o desenho do Dionathan.   




Aqui registrados, desenhos que foram realizado pelos meus alunos da
ONG Instituto Politriz e da ONG portal dos Sonhos, teve muito mais respostas criativas! 

Antes de despedir, para aqueles que ainda não me conhece, te convido a visita o site do estúdio Hugo Criativo, sou Hugo Oliveira, um entusiasta pelo assunto criatividade, além de ilustrador, sou arte-educador e tenho o projeto “Desenha que melhora” que consiste num curso básico de história em quadrinhos (HQs) ministrado em formato de oficinas, em escolas, associações e instituições, que tem se tornado um belo trabalho devido as parecerias que geralmente são voltadas para o atendimento de crianças e adolescentes. Para saber mais o que é o projeto "Desenha que Melhora" clica aqui e saiba mais de como levar esse projeto para sua escola ou cidade.

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Como pensar no que desenhar

Desenhar pode ser uma atividade muito divertida. Porém, às vezes, é difícil pensar no que fazer. Se acontecer com você, recorra a estratégias estimulantes e afins para despertar seu lado criativo. Além disso, busque inspiração no mundo das artes e em outras áreas de interesse. Por fim, também é bom tentar desenhar com frequência para nunca ficar frustrado ou perdido.

Busque inspiração.

1- Acesse sites que compilem desenhos. Existem várias páginas na internet que dão dicas e sugestões para quem quer desenhar. Faça uma pesquisa rápida na rede para encontrar algo ou siga artistas e afins nas redes sociais, como Twitter, Facebook, Instagram ou Tumblr. Algumas dessas pessoas até dão dicas bem "aleatórias" de desenho.
"Desenhe uma revoada de pássaros em um lugar peculiar".
"Desenhe algo assustador, mas com um tom cômico".
"Desenhe um restaurante no qual não almoçaria".
"Desenhe um apresentador de TV fictício".

2- Faça desenhos envolvendo suas coisas favoritas. Você também pode ficar cansado de desenhar as mesmas coisas dia após dia. Se gosta de um tipo específico de desenho, como paisagens ou cenas fantásticas, você pode dar novas perspectivas a elas para não se cansar. Por exemplo:
Se gosta de fazer pessoas, desenhe alguém.
Que você conhece, mas em um lugar que a pessoa nunca frequentou.
Normal, à exceção de detalhes específicos (como o tamanho das mãos).
Como um super-herói que não existe.
Como acha que essa pessoa seria em 50 anos.

3 - Trace limites ou parâmetros para seus desenhos. Às vezes, é justamente a ampla gama de opções que torna o processo de escolha tão difícil. Se se forçar a pensar "por dentro da caixinha", você pode acabar chegando a uma conclusão interessante. Trace algumas regras e comece a segui-las no dia a dia.[3]
Por exemplo:
Você pode desenhar a mesma coisa 20 vezes, fazendo pequenas mudanças a cada vez.
Você também pode desenhar as primeiras dez coisas que comecem com a letra "M" e passem pela sua cabeça, sejam quais forem.

Use estratégias mais abstratas. Você pode pesquisar e encontrar "guias" e "manuais" de desenho que explorem a imaginação e os problemas do dia a dia de perspectivas peculiares. Existem inúmeras opções na internet.
Por exemplo:
"Desenhe as coisas que você fez hoje".
"Desenhe uma coisa destrutiva e imprevisível que fez".
"Pense nos detalhes mais constrangedores de determinada situação e transfira-os ao papel".

Método
Experimentando técnicas diferentes para desenhar

1 - 
Faça rabiscos num pedaço de papel se não conseguir pensar em nada. Desenhe linhas, formas simples, personagens de desenho animado ou tudo o que vier à sua mente. O ato físico de mexer a mão pode ajudar você a se sentir reenergizado e a pensar de forma expansiva, quase que subconsciente.

2 - 
Faça desenhos rápidos com gestos. Os gestos são básicos e fazem parte de qualquer processo criativo com desenho, mas você pode usá-los em várias situações. Marque um minuto em um cronômetro e tente fazer um objeto ou uma pessoa por inteiro. Seja rápido para capturar a essência do que quer criar. Repita o processo várias vezes por 5-10 minutos.
Você pode até usar imagens da internet como inspiração

3 - Desenhe a partir de fotografias. Fotos podem ser uma ótima base para desenhar, ainda mais quando não se tem qualquer ideia. Tente encontrar imagens que sejam interessantes ou novas em revistas ou outras mídias, sejam quais forem.
4 - Copie seus ídolos. Se estiver sem ideias e não souber o que fazer, você pode copiar o que outra pessoa já fez! Tente recriar algo que algum artista criou no passado: além de resolver o problema da inspiração, pode ser uma ótima oportunidade para aprender.

5 - Consulte um livro de desenho. Esses livros até parecem ineficazes e entediantes, mas, na realidade, podem salvar a pele de quem está sem inspiração. Mesmo que seja um artista experiente, você pode estudar os aspectos fundamentais do ofício e fazer exercícios básicos para ter grandes ideias.
Por exemplo:
Urban Sketching: Guia completo de técnicas de desenho urbano, de Alexandre Salvaterra e Thomas Thorspecken.
Desenhar – Truques, técnicas e recursos para a inspiração visual, de Helen Birch.
Desenhe! – Curso dinâmico para qualquer um com papel e lápis à mão, de Fatima Finizola.
Desenho para leigos, de Brenda Hoddinott.
A mão livre - Linguagem e as técnicas do desenho, de Philip Hallawell.
A técnica do desenho – Cabeças – Aprenda a desenhar passo a passo, de Jayme Cortez.


Desenvolvendo seus hábitos de desenho

1- Faça alguma outra coisa antes de começar a desenhar.
Leia, ouça música, dance ou faça outra atividade criativa; vá dar um passeio etc. Esvazie a cabeça para ficar inspirado e mais criativo. Você também pode usar essas oportunidades como inspiração para novas ideias. Por exemplo:
Se resolver passear pela área onde mora, observe os objetos ou as cenas banais e cotidianas que possam ser ótimas fontes de inspiração para o desenho.
Se decidir ouvir música, pense em como as letras podem se transformar em imagens.

2 - Não se limite a um só tipo de material ou método.
Experimente outras alternativas se estiver com bloqueio criativo e não souber o que fazer. Até revisitar objetos familiares pode ser inspirador. Veja estes exemplos:
Lápis.
Carvão.
Giz pastel.
Canetas.
Pinceis atômicos.
Giz de cera.
Lápis conté.

3 - Desenhe todos os dias.
Faça o possível para treinar com frequência, mesmo quando não tiver boas ideias. Não desiste, nem mesmo quando não gostar do que produzir. Ao adquirir esse hábito, você vai ficar cada vez mais habilidoso — mais do que ficaria se esperasse com os pés no alto.

Fonte.  https://pt.wikihow.com/Pensar-no-que-Desenhar

Principais formatos de HQs

Também chamados de gibis (Brasil), comics (EUA e Canadá), comic book, arte sequencial, historietas (Argentina), Tebeos (Espanha), banda desenhada/ bande dessinée (Portugal/França e Bélgica), mangá (Japão), manhwa (Coreia), fumetti (Itália), histórias ao quadradinhos (Angola), entre outros, os quadrinhos têm muitas caras e formatos

Os mais conhecidos são:

Mangá: termo que designa as histórias em quadrinhos japonesas. Essas HQs são muito populares em todo o mundo. No ocidente, o uso desse termo foi ampliado para além dos quadrinhos em si, sendo aplicado para definir o estilo de traço baseado nos mangás, devido às características estéticas marcantes, como olhos grandes e expressivos, estrutura anatômica cartunizada, cabelos espetados com cores vibrantes etc.;

Tira: popularizou-se nos jornais. Geralmente em formato horizontal, com uma divisão entre dois a cinco quadros, o autor apresenta uma pequena história fechada (muitas vezes humorada) ou um capítulo de história seriada; 

Página dominical: espaço maior do que a tira diária. “Dominical” devido à tradição de ser
publicada aos domingos em suplementos de jornais;

Fanzine: publicação artesanal e independente. Junção das palavras fanatic (fan) e magazine.
Surgiu como publicações de fã-clubes de ficção científica. Reproduzidos em fotocópias, muitas
vezes sem fins lucrativos e com total liberdade editorial, abrange qualquer tema, inclusive HQs;

Revista em Quadrinhos: os tamanhos conhecidos como formatinho (13x21cm), comic book (17x26cm) e magazine (20x26,- 5cm) são os mais comuns. As revistas em quadrinhos, os gibis, de super-heróis, humor e infantil são facilmente encontradas em bancas e revistarias e dominam este mercado;

Novela Gráfica (Graphic Novel): termo popularizado pelo quadrinista Will Eisner em sua obra Um Contrato com Deus (1978). Assemelha-se muito editorialmente (formato) a de um livro (inclusive, com lombada quadrada). Com maior número de páginas do que uma revista em quadrinhos comum, comporta uma história mais densa e sofisticada, exigindo um público leitor mais eficiente (adulto jovens e adultos, por exemplo).

Fotonovela: perceba que, até agora, não usamos em nenhum momento a palavra desenho na definição de quadrinhos, mas, sim, imagem. Isto por que nem todas as HQs são produzidas com desenhos (embora a maioria o seja), mas com fotografias, pinturas, recortes e colagens, entre outros recursos. Por isso, se seus alunos não souberem desenhar, não tem problema, podem utilizar esse artifício para criar as suas HQs em sala de aula, ampliando as possibilidades pedagógicas, desde que mantenham os recursos particulares da linguagem, como o requadro, balão, onomatopeia etc. Quando utilizamos fotografias para construir uma HQ, a denominamos de fotonovela.

Webcomics: quadrinhos publicados na internet. Um meio muito eficiente e democrático
de novos autores mostrarem seu trabalho e formarem público.

Não é incomum uma tira de jornal, por exemplo, ser composta por uma só imagem. Esta interpretação de histórias em quadrinhos com um só quadro amplia as possibilidades de uso desta linguagem para cartuns e charges, especialmente por muitas vezes eles se utilizarem de recursos como balões e metáforas visuais comuns das HQs. Assim, vejamos:

Cartum: desenho humorístico, anedota gráfica. Em geral, uma única imagem que tem o objetivo de fazer rir, pensar ou até incomodar. Tem uma forte similaridade estética com a charge, mas possui um caráter mais universal e atemporal. Pode ou não ter palavras.

Charge: pode ser considerada uma categoria jornalística e tem por finalidade satirizar, por meio de uma imagem, algum acontecimento atual. A palavra é de origem francesa e significa “carga”. A charge, geralmente, tem um efeito regional e é atrelada a algum fato relevante do momento. Muitas vezes o chargista faz uso da caricatura e pode ou não usar palavras, assim como no cartum.


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Colégio São Paschoall

Aconteceu 27 de abril de 2018, mais um aulão "Como fazer histórias em quadrinhos" uma realização do meu projeto "Desenha que Melhora", dessa vez no Colégio São Paschoall, com 2 turmas dos alunos do 1° ano do ensino médio, a convite da professora de espanhol Maria del Rosario.
Depois de compartilhar com eles a parte teórica, ensinando sobre os como utilizar os recursos das histórias em quadrinhos, mostrando quais são as etapas para se construir uma história, a proposta da aula foi eles criarem uma tirinha de situação criativas ou do cotidiano, mas claro, fazendo o texto em espanhol! Me surpreende as duas turmas desenham super bem!!!!




"O processo criativo sempre tem que ser estimulado e conquistando em nossos alunos. Sendo que muitas vezes é uma forma de manifestação do que sentem e o reflexo do que vivem na atualidade." palavras da professora Maria del Rosario. 
Assista ai,um pedacinho de como foi a aula... cenas registrada de foma espontânea pela professora...







Em 50 minutos da para partilhar muita coisa, infelizmente só não dá para ver o trabalho dessa galera ser concluído, mas é possível sim compartilhar as dicas mais importantes para se fazer uma história em quadrinhos em menos de 1 horas. Claro que quanto mais tempo mais conteúdo podemos ensinar e aliar o conteúdo com a pratica exercício é uma excelente forma de aprender... 

Deixo aqui registrado os meus agradecimentos a professora Maria pelo convite, e um agradecimento especial acada um dos alunos que participaram da aula, vocês são demais,o desenho de vocês são bom! E a mensagem que eu deixo a vocês é o que sempre digo aos meus alunos: "Quanto mais desenha, melhor o desenho fica! Então é isso, e até o nosso próximo encontro!!!    
  


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A história em quadrinhos na sala de aula.

Não é mais novidade hoje falarmos da presença das histórias em quadrinhos (HQs) no campo da educação. Veja como esse recurso é aplicado.


Fazendo uma breve retrospectiva sobre o uso das HQs na sala de aula da Educação Básica, lembramos que sua entrada nas escolas não foi feita de forma tão pacifica. Não só no Brasil, mas em vários outros países houve muita resistência quanto ao uso dos quadrinhos no contexto pedagógico, com a alegação de que o conteúdo fantasioso e o excesso de imagens e cores não eram características adequadas para a leitura das crianças e jovens e, portanto, prejudicariam o “amadurecimento” desses leitores. Mas aos poucos essa resistência foi se desfazendo, no caso do Brasil, sobretudo em função das próprias mudanças e transformações no campo da educação que, a partir de meados do século XX, alteraram fundamentalmente a população escolar, exigindo redefinições das concepções de ensino e aprendizagem, de currículo, de conteúdos, enfim, das tarefas do professor frente aos seus aprendizes. Por outro lado, vale lembrar que o processo de evolução do gênero textual “História em quadrinhos” também contribuiu para mudanças quanto ao ponto de vista sobre as HQs tanto no contexto das ciências da comunicação e dos estudos culturais, quanto no contexto educacional. As HQs passam a ser reconhecidas como forma de manifestação artística com características próprias e, assim, passam a ser valorizadas social e culturalmente.

Dessa forma, a busca de novos paradigmas educacionais capazes de responder às necessidades e desafios colocado  para o ensino, e a valorização das HQs como formas de expressão artística e literária que articulam linguagem verbal e não verbal, por meio de narrativas tendo como referência a experiência humana constituem um contexto propício para uma verdadeira aproximação desse gênero com o ensino. Prova disso é o reconhecimento oficializado das HQs pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que propõe o trabalho com esse gênero na escola e, mais recentemente, o Programa Nacional da de Biblioteca na Escola (PNBE), que incluiu as HQs entre as obras distribuídas nas escolas públicas de nosso país. Cabe destacar também a intensa utilização dos quadrinhos nos livros didáticos das diferentes disciplinas, principalmente a partir da década de 1990, quando se confirmam as várias possiblidades de seu uso didático. De fato, não há como negar que hoje as HQs são um dos gêneros de texto mais utilizados no contexto escolar, não apenas no Ensino Fundamental I e II, como também no Ensino Médio, principalmente como estratégia para incrementar a fluência na leitura e/ou incentivar nos jovens o gosto pela leitura dos clássicos da literatura.

Atualmente, existem excelentes trabalhos de transposição em quadrinhos de obras clássicas da literatura. Contudo, temos observado, no trabalho recorrente com as HQs em sala de aula, uma perspectiva bastante utilitarista, isto é, os quadrinhos sendo utilizados como pretexto para o ensino de conteúdos curriculares, em uma situação que envolve quase que exclusivamente a exploração de seu conteúdo temático. Com isso, deixa-se de abordar esse gênero, em sala de aula, como uma forma de linguagem, com os recursos diversos de sua estrutura e funcionamento, os contextos de produção e as formas de circulação. A presença das tecnologias digitais em nossa cultura contemporânea cria novas possibilidades de expressão e comunicação. Cada vez mais, elas fazem parte do nosso cotidiano e, assim como a tecnologia da escrita, também devem ser apreendidas. Além disso, as tecnologias digitais estão introduzindo novos modos de comunicação, como a criação e o uso de imagens, de som, de animação e a combinação dessas modalidades. Tais procedimentos passam a exigir o desenvolvimento de diferentes habilidades, de acordo com as várias modalidades utilizadas, criando uma nova área de estudos relacionada com os novos letramentos, os chamados multiletramentos. A perspectiva atual dos multiletramentos na escola propõe a leitura e a produção de textos que combinam vários modos semióticos, como o linguístico, o imagético, o sonoro, o espacial, entre outros. Essa abordagem requer que os alunos se transformem em criadores de sentidos, isto é, que não sejam apenas receptores passivos de textos. Para isso, é preciso que os nossos alunos também produzam textos multimodais ou multissemióticos, como o são as HQs. Vale lembrar que, com o surgimento das novas mídias digitais, as HQs passam a circular também no meio virtual, com temáticas, estilos e recursos diversos.

 É, então, no processo de produção que os alunos têm a oportunidade de explorar como se produz a informação, o contexto social e cultural da informação, os meios de produção, e com quais propósitos. Dessa forma, podem fazer uso de ferramentas de acesso à comunicação e à informação que já utilizam e convivem em sua vida cotidiana. No caso das HQs, como destaca M. R. de S. Mendonça (em seu texto publicado no livro Gêneros textuais e ensino, editora Lucerna), do ponto de vista visual, é fácil identificarmos esse gênero devido a sua composição em quadros, desenhos, balões etc. Mas se considerarmos o seu funcionamento discursivo, veremos que não é tão simples assim, pois os quadrinhos envolvem uma diversidade de temas, estilos e esferas de circulação, além de envolver diferentes semioses, na articulação do verbal e não verbal. Por isso, é importante que o trabalho pedagógico com as HQs leve em conta não apenas os elementos temáticos, mas a relação de todos os aspectos verbais e não verbais que envolvem a produção das HQs, considerando os diversos contextos comunicativos de uso desse gênero  de texto.

Assim, nas atividades de produção de HQs, é preciso criar situações que permitam aos alunos construir o seu “projeto de dizer”, ou seja: “o que dizer”, “para que” e “para que” dizer, e “como dizer”, selecionando novas ferramentas. Só assim, por meio de um conhecimento prático, os nossos alunos atuarão como criadores de sentido e poderão entender, de fato, como diferentes linguagens e tecnologias operam. E ainda mais: poderão entender que tudo o que é dito é fruto de uma seleção prévia pelo autor/produtor. A utilização dessa abordagem, na escola, vai contribuir para uma atitude transformadora do aprendiz, quando ele usa o que foi aprendido de novos modos. Acreditamos que as HQs são um gênero bastante propício para um trabalho com essa perspectiva. Para isso, é essencial o desenvolvimento de projetos didáticos interdisciplinares, ancorados em práticas que fazem parte das culturas do alunado relacionando-as com outras, de outros espaços culturais (públicos, de trabalho, de outras esferas e contextos). De qualquer forma, para buscarmos o desenvolvimento de práticas transformadoras, seja na recepção ou produção de HQS,
precisamos assumir os princípios da pluralidade cultural e da diversidade de linguagens tão presentes no nosso mundo atual.

Fonte. 


Dia mundial da água

Conscientização de forma lúdica e criativa! Desenhos feito pelos meus alunos da ONG Portal dos Sonhos. Em homenagem ao dia mundial da água! Selecionei alguns dos desenhos que ficaram show de bola!!!  














Se tem maça do amor, por que não "maça d'agua". 
Ilustração feita por minha aluna





Esses dois desenhos abaixo é meu o meu desenho em homenagem ao dia mundial da água, esse primeiro foi inspirado na aquela famosa expressão, no qual eu dei o mesmo título para essa ilustração: "Água na boca".



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Aniversário













Desafio folha quadriculada

Que desenho você conseguiria fazer nessa folha quadriculada? Unica regra: Não pode colorir duas cores no mesmo triangulo. Pense, e tente fazer uma ilustração! 


Quer fazer o download da folha para tentar cria uma resposta?

Uma ideia: Caso queria fazer a atividade pelo celular, tablet, recomendo usar o aplicativo "rascunho", para download no google play, clica aqui e acesse. Salva essa imagem acima no seu aparelho e dai é só deixar a criatividade rolar... 

Acesse o link abaixo e veja outras possíveis respostas para esse desafio, respostas que foram criadas por crianças e adultos...  



Essa é umas das minhas aulas que eu mais curto!!!! 


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